
o quereres dá sede:
é sertão.
e de sede se sente a vontade de querer e sentir
o teu calor
que de ti vem em mim pelo olhar.
o sentires é incômodo e provoca
todo o corpo em mim material
que eunuco quando o sentires não há
e onde quero-te presente
tenho ausência
da minh’outra metade desigual
e no escuro sertão que dentro em mim
grita rouco
uiva o animal
que de triste morre até o fim
e enfim reconhece sua dor
que bonita e de flor é o teu cheiro
que tem pele da cor do meu sertão.
o agreste meu peito ele é
e é sendo assim que me vou
no silêncio do mundo que eu sou
que de tanto demais transbordo em mim.
[02-05-08]
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